quinta-feira, 8 de março de 2012
08 de março
segunda-feira, 5 de março de 2012
Fundo previdenciário dos servidores públicos. Bom ou ruim para o Brasil?
1. Como será a composição do patrimônio líquido do fundo? Inicialmente ele terá recursos do tesouro ou serão 100% de recursos dos servidores públicos ingressantes após a promulgação da lei?
2. O fundo sofrerá de ingerência política, como ocorre com o Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa Econômica Federal), Real Grandeza (Furnas), Petros (Petrobras), dentre outros, na determinação de diretrizes econômicas nacional?
3. Por que um fundo para os servidores públicos, sendo que o estado não gera lucro?
4. Por que os servidores públicos não podem investir seus recursos em fundos previdenciários privados de escolha própria?
5. O resultado operacional, pois não vejo em curto prazo que o fundo tenha lucros líquidos, só se tiver manipulação dos dados, será considerado para fins de superávit primário, como mais uma nova rubrica a ser utilizada pelo governo na manipulação de dados contábeis?
6. Esse fundo comprará participação acionária em players nacional, tipo Vale do Rio Doce, e, com ajuda do BNDES, remanejará a lógica de mercado para criar feudos políticos?
7. Como serão escolhidos os membros do conselho administrativo do fundo e o seu corpo diretivo?
8. Esse fundo será de hedge. Desta forma, a maior participação na carteira de investimento do fundo será composta por títulos públicos, incentivando o governo a elevar a dívida bruta do setor público. Seria o cachorro correndo atrás do rabo ou estou errado em minha análise?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Por que preferimos os controladores do quê os pensadores livres?
Ultimamente conversando com algumas pessoas próximas, eu percebi o ceticismo que existe em relação ao pensamento livre. Isto vem de nossa formação cultural.
O brasileiro, em sua maioria, é constituído de cristãos (herança da coroa portuguesa) e de formação de esquerda, devido o erro de um longo período de ditadura militar. Esta combinação faz com que aceitemos que a melhor forma de estado e de vida vem de uma espécie de controle, seja ele espiritual ou social.
Nunca assumimos nossos erros! Quando isso ocorre, sempre tem alguém para dizer que é obra de Deus nos ensinando a sermos mais humildes ou qualquer coisa do tipo. Vivemos nossas vidas nos baseando em fantasmas. Quantas pessoas acreditam até hoje nos ideiais marxistas, por mais que a história revele a falta de lógica em seus estudos.
Tudo na vida vem das escolhas do presente. Se achar que seu emprego não é bom, por que não pede demissão? Se o seu casamento é infeliz porque seu marido ou esposa não lhe dá o devido valor ou vive lhe traindo, por que continuar o compromisso?
Você tem o direito de optar por A se ele for melhor do que B e vice versa. Mas, para isto existir, você deve viver socialmente e espiritualmente livre. Liberdade não é sinônimo de fazer qualquer coisa por fazer, mas no que a ética da pessoa livre condiz que é a virtude.
Virtude é viver a sua vida e respeitar a vida dos outros. As pessoas lhe procuraram para se sentirem mais felizes naquilo que você pode oferecer a elas. Você as procura por saber que elas suprimem algo que você necessita. Somos feitos de trocas mútuas. Não somos exclusivos em tudo e oferecemos aquilo que temos de melhor e demandamos aquilo que as pessoas podem nos oferecer.
A ética livre está inclusa em todas as suas escolhas. Do seu ato sexual com a pessoa escolhida ao emprego que você optou para passar a maior parte de seu tempo. Ninguém pode controlar o seu sentimento de prazer, porque o seu objetivo é a felicidade.
Eu não entendo o porquê é tão difícil as pessoas almejarem a felicidade com base no pensamento e ideiais livres? Por que tantas dúvidas quanto você ser livre e ter o poder de decisão é o melhor instrumento para viver sua vida com mais tranqüilidade e harmonia?
Quando eu descobri os ideiais liberais eu percebi que o mundo está invertido. Os liberais são condenados e os controladores ovacionados. As pessoas estão buscando mais ferramentas de controles do que objetivos livres em suas vidas. Por quê?
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Exemplo de lei que empobrece a população
Este tipo de lei já nasce com vários problemas operacionais. Primeiro que, a comprovação da “gagueira” do cidadão tem que ser homologada por laudo de um fonoaudiólogo. Indo de acordo com a razão, o fonoaudiólogo é um agente racional e poderá emitir um laudo na medida em que receber uma boa compensação financeira. Logo, se o serviço for bem pago, porque não emitir um atestado positivo?
Segundo: como os burocratas do estado vão fiscalizar todas as contas de telefones dos “gagos” do estado? Se o cidadão tiver vários aparelhos de operadoras diferentes, isso gera um enorme problema operacional no processo de fiscalização estatal.
Terceiro: este tipo de lei incentiva os “gagos” a elevarem o seu consumo em ligações, demandando mais investimento das operadoras de telefonia.
Posso detalhar outros problemas operacionais, porque essa autonomia partiu de um processo de cima para baixo, mas vou tecer algumas análises econômicas que expõem que essa intervenção gera grande desequilíbrio econômico, principalmente entre os cidadãos mais pobres do estado e acredito que outros estados também pagarão a conta dessa interferência na ordem natural das coisas.
Para compreender melhor o parágrafo anterior, o meu amigo leitor deve perceber como se forma o preço do serviço oferecido pela operadora. Ele é calculado com base em uma planilha de custos (insumos, mão de obra, fornecedores, etc.) mais impostos e expectativa de lucro, sendo este último a remuneração do capital investido e gerador da poupança que capitalizará os empreendimentos futuro.
Se quebrarmos essa lógica, o custo do serviço não é pago, já que metade do que foi planejamento é interrompido por uma lei enviesada.
Como resolver este problema? Elevando o preço do serviço às pessoas que estão à margem da lei, ou seja, o cidadão “não gago”. Ele será o vilão da história. Fora que as empresas que operam no Brasil são multinacionais presentes com suas coberturas na maioria do território nacional. Para não ficar pesado e ter uma fuga em massa dos cidadãos do Mato Grosso do Sul no cancelamento de suas assinaturas de telefone, eu, aqui em Brasília, pagarei a conta por uma lei errada criada em outra unidade federativa. Isto é muito parecido com a teoria do caos!
Enquanto mantermos demagogos para cuidar de nossas ovelhas, ficaremos mais pobres com o passar dos ventos. Benesses demais geram mais desequilíbrios e perca de bem-estar do que se estivéssemos no estágio natural das coisas, por mais problemas que possam existir.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Pausa para escutar um sábio!
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Onde o corte orçamentário nos afetará?
Texto enviado pelo meu amigo economista e servidor do Ministério do Meio Ambiente, Edvaldo Frazão
------------------
Foi divulgado na última quarta-feira (15/02/2012) pelo Governo o corte de R$ 55 bilhões nas despesas orçadas para 2012. A maior parcela da remoção desses recursos foi na área de saúde e educação que, juntas, representaram uma perda de R$ 7,4 bilhões, sendo que 74% desse corte têm como destino à área da saúde.
Eu particularmente vejo isso com tristeza e bastante demagógica por parte da equipe econômica do governo, já que frustrou a expectativa da maioria dos analistas (no qual eu me encaixo) que se eliminassem gastos de custeio que mantém a máquina estatal funcionando. Apenas R$ 10 bilhões do montante total, ou 18,2%, tiveram como premissa básica esse destino.
Este motivo confirma, mais uma vez, a determinação do governo de manter a máquina burocrática grande e ineficiente. Uma administração com 38 ministérios serve apenas para criar cargos para uso político, eliminando nossas expectativas de ingresso na modernidade.
Distanciaremo-nos do desenvolvimento com o corte no orçamento da educação e saúde, pois, sabe-se que os estudantes brasileiros têm baixos níveis educacionais quando confrontado com resultados de outros estudantes espalhados pelo mundo. Esta realidade no nível da educação de nossos jovens chega a constranger, já que existem dois brasis distintos separados pelos estudantes do ensino privado e do outro lado os do ensino público.
Logo, esta política só aumenta o diferencial cultural dos pobres em relação aos ricos do Brasil. Na atualidade, neste mundo globalizado e competitivo, a educação de qualidade constitui a moeda mais valiosa que circula pelos cinco continentes.
A baixa estrutura educacional barra o acesso dos mais jovens ao mercado de trabalho e a oferta de empregos de boa remuneração, frustrando o sonho de vários jovens.
Com a saúde não há diferença. O corte nesta área deixará a saúde pública sangrando por falta de recursos e permanecerá com a baixa oferta de serviços, tanto de baixa quanto de alta complexidade.
Em meados de 2011 se falava na criação da CPMF para fortalecer o orçamento deste setor. Agora foi tomada a medida de bloquear quase R$ 5,5 bilhões. Com isso só nos restas esperar que os governantes entendam que o corte trará custos, tanto políticas, quanto populares, e façam o dever cívico que é: alocar melhor os recursos para elevar o bem-estar social.