quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Está difícil!

Pessoal, está difícil votar em Presidente. Tentei em vários textos, com enormes esforços, não pedir votos para nenhum dos principais presidenciáveis tão diretamente, mas alguns perceberam que a minha tendência era a Marina Silva. Até para ela está sendo complicado votar, ainda mais pedir votos, tornando-se matéria mais que complicada.

Vamos ao fato: a próxima Presidenta do Brasil será Dilma Rousseff. Isto já está mais que comprovado por todas as pesquisas dos institutos de opinião sérios do Brasil afirmar isso. Não defendo o voto útil e sim os projetos que desenvolverão o país. Se olharmos para o marketing (o estudo dessa ciência disserta que é a imagem quem vende as melhores ideias) percebe-se que o da campanha dela é a melhor, induzindo ao grande público o voto nela e a continuidade do governo Lula. Isto gera grandes dividendos refletidos nas pesquisas. Só se cair um raio e mudar todo o panorama, teremos outro Presidente.

A minha postura em votar na Marina Silva era o contragosto de votar em um envelope fechado chamada Dilma, que tem em seu núcleo político José Dirceu, que deu uma palestra em São Paulo e já articula a formação do novo governo e a defesa de temas polêmicos, como o controle social da mídia, e a candidatura José Serra, que não simboliza um projeto de governo que atenderá realmente os anseios sociais (veja a proposta populista de aumentar o salário mínimo para R$ 600,00, sabendo que o caixa governamental já está mais que comprometido. Tendência: gerar desemprego para os trabalhadores formais de baixa qualificação) e ficou na sombra nos oito anos do governo Lula, realizando projetos políticos apenas em São Paulo. Veja, o Serra está que nem cavalo paco. Não sai de SP para nada. Concentrou toda sua campanha lá. Agora o barco da Dilma ganhou força e o projeto de Serra escorreu pelos dedos.

A Marina Silva era a diferença. E porque não é mais? Hoje Marina Silva caiu no mesmo conto do vigário. Não discute propostas e naufraga na ideia de um segundo turno para encostar Dilma na parede para ela explicar os últimos escândalos. Caiu na campanha do Serra de pára-quedas. Cadê as propostas reais e postura para assumir a Presidência da República? A Marina faltou esta aula. A mais importante da campanha!

O que resta para mim, um reles mortal eleitor e que procura alternativas de um futuro melhor para o nosso país? Está difícil! O título do artigo não é por acaso. Vou abrir o leque para ver as outras opções. O bloco socialista eu reunirei em um só, pois só mudam os personagens, mas a ideia central não.

Partidos como PCO (Rui Costa Pimenta), PSTU (José Maria), PSOL (Plínio de Arruda) e PCB (Ivan Pinheiro) relutam em defender um projeto atrasado. O único que pode salvar o comunismo é o capitalismo. É só enxergar o que Cuba pretende fazer: abertura comercial. Portanto, nenhum desses me convence. Restaram apenas dois: PSDC (José Maria Eymael) e PRTB (Levy Fidelix). Se eu escrevo que Dilma é um envelope fechado, imagine esses dois então! Não quero ser atentado a votar nulo.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A alta carga tributária no Brasil é eficiente ou ineficiente?

Este tema foi sugerido pelo meu amigo Rodrigo dos Reis. Um excelente economista que estudou comigo e conversávamos muito nos corredores da Universidade Católica de Brasília (UCB) sobre vários temas econômicos, em sua maioria sobre os determinantes da macroeconômica brasileira.

Diante dessas questões, o Rodrigo me enviou um e-mail sugerindo que eu emitisse meu ponto de vista sobre a atual carga tributária brasileira e me passou um texto com os argumentos defendidos pelo autor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 511/10, deputado Alfredo Kaefer (PSDB/PR). O projeto pretende limitar a soma da arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais em no máximo 25% do PIB brasileiro. Utilizarei como premissa básica do meu pensamento que a orientação em termos de política econômica brasileira a visão keynesiana dos agentes públicos tomadores de decisão.

Desta forma, o modelo keynesiano implica que o estado deve intervir na economia em momento de crise, no curto prazo, para garantir a expansão econômica e a garantia no nível de pleno emprego. As formas utilizadas pelo estado como ferramentas para manter o desenvolvimento econômico está no eixo de políticas: monetária, fiscal e cambial.

Na política monetária o governo pode aumentar a oferta de moeda na economia reduzindo, por exemplo, os depósitos compulsórios ou comprando títulos da dívida pública. No âmbito fiscal renunciando tributos ou aumentando gastos governamentais e na política cambial incentivando as exportações, desvalorizando o câmbio ao abdicar das divisas. Como o câmbio no Brasil é flutuante (tem que continuar sendo porque é uma conquista da sociedade brasileira e garante um mercado competitivo), uma forma interessante de conciliar política monetária e cambial é comprar títulos da dívida pública ofertados no exterior. Reduzindo o estoque de divisas, o câmbio desvaloriza, incentivando as vendas de produtos nacionais ao exterior.

Depois de definirmos o modelo macroeconômico keynesiano, vamos ao fato de estipularmos um limite da carga tributária em proporção do PIB. Nos últimos anos aumentamos a demanda por bens meritórios¹, sejam eles na área da saúde, educação ou questões sociais, como a Bolsa Família, por exemplo. Essas contas estão vinculadas no modelo keynesiano como aumento do gasto governamental para estimular o crescimento econômico.

Na área de saúde e educação não temos ainda um modelo avançado, mas posso relatar o modelo educacional instigando o Programa Universidade para Todos (PROUNI). Este projeto gerou subsídios estatais com geração de bolsas para manter alunos de baixa renda familiar em universidade e/ou faculdades conceituadas no Brasil a garantir um diploma universitário. Se olharmos por essa ótica, a manutenção de uma carga tributária elevada gera uma externalidade positiva. Outro ponto, o programa Bolsa Família ao elevar o consumo da mesma população de baixa renda que demanda o PROUNI. A questão do crescimento no salário mínimo também eleva a geração de uma carga tributária mais elevada, já que ela infringe diretamente nas aposentadorias, seguro-desemprego, ou seja, na conta previdenciária. Olhando por um lado, a manutenção de uma alta carga tributária ingressa a demanda de pessoas que necessitam de uma presença maior do estado.

Agora vamos para o lado do setor produtivo, que acredito é a motivação de projetos que destinam a atenção parlamentar para realizar uma reforma tributária estrutural.

Verifica-se do modelo keynesiano a busca constante de estímulos ao desenvolvimento econômico por intermédio de políticas intervencionistas, dotadas de subsídios para atuação governamental na macroeconomia. Assim, aumenta-se a dívida pública do governo e, consequentemente, a geração de novos tributos para cumprir os compromissos firmados com os credores do estado. Para isso, o Banco Central mexerá em uma variável complicada, a taxa de juros, elevando-a para abrir linhas de financiamento do estado por meio de títulos públicos, em sua maioria negociada com os bancos ou com agentes externos, comprometendo o nível de investimento privado da economia.

Ao elevar a taxa de juros, o setor produtivo fica impedido de aumentar a capacidade instalada para novos projetos e inibe a geração de empregos. Desta forma, impede a distribuição da renda porque não demandará salários e não aloca a população que usufrui dos programas do governo, como a Bolsa Família.

Com uma taxa de juros elevada, as empresas ao buscar uma linha de financiamento terão taxas de retorno menores, não gerando estímulos para ampliar e buscar novos projetos. Teremos uma economia defasada, já que investimentos nos jovens gerados pelo PROUNI não é, em sua totalidade, demandado pelo mercado de trabalho. Peguemos o exemplo de muitos estudantes universitários realizarem concurso público devido à escassez de postos de trabalho. Outro ponto é que hoje encontramos mais empregos na construção civil devido ao incentivo governamental, gerando núcleos de trabalhos apenas em alguns segmentos econômicos, em detrimento de outros setores, como por exemplo, profissionais estimulados em trabalhar nas áreas educacional e de saúde.

Não sou contra as iniciativas do governo em resolver os desequilíbrios na divisão de renda no país ao gerar subsídios para geração de emprego e renda desde que não puna o setor produtivo. A geração da renda em melhores meios competitivos reduzirá o gasto com o programa Bolsa Família, por exemplo, ao longo do tempo, elevará o nível de empregos de melhores qualificações técnicas e resolveremos de vez o impasse do desenvolvimento econômico em um nível de maturação mais eficiente e de resultado.

Sou a favor da redução da carga tributária desde que olhemos para o modelo de desenvolvimento econômico em sua essência e não de políticas paliativas vividas hoje. Como é feito atualmente, elevamos a dívida pública (é só olhar o crescimento da dívida pública bruta do governo nos últimos anos) e resolvemos apenas problemas pontuais e não os estruturais. O Brasil está pronto para o verdadeiro crescimento econômico, basta apenas dá mais liberdades econômicas para os agentes atuarem e não estimular apenas alguns segmentos em detrimento da maioria.

Diante disso, coloco para o leitor a questão: a carga tributária no Brasil é eficiente ou ineficiente? Pagamos muito imposto e não temos o melhor investimento educação e saúde, para ajudá-lo na resposta ao questionamento.

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¹ Bens meritórios são os mesmos que bens semi-públicos.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Estou de luto!

Hoje abro espaço para dedicar uma mensagem a um grande amigo que faleceu está madrugada. O nome dele era Renato Pereira. Antes, quero agradecer a indicação de textos feita por parte dos meus amigos Rodrigo dos Reis e Marcos Paulo. Não me esqueci dos assuntos indicados por vocês e relatarei em breve o meu ponto de vista, dentre outros assuntos que quero destacar.

As palavras fluem a cada momento e eu me sinto perdido nos vários momentos bons que tivemos e as resumi-las em um texto é complicado. Tentarei ser rico nas expressões e mais denso possível para refletir os períodos que passamos juntos.

O Renato foi uma daquelas pessoas que eu aprendi a admirar pela amizade construtiva que ele teve com o meu pai. Quando nasci, eles já eram grandes amigos de longas jornadas. Da ditadura militar e das greves na UnB contra o regime instituído no Brasil, até a fundação e criação do Partido dos Trabalhadores, do Sindicato dos Servidores Públicos – SINDSEP e a luta pela redemocratização no país. Ele viu meu pai ser torturado pelos cruéis militares e ser o seu braço de apoio para permanecer na luta.

Herdo de meu pai o grande ensinamento que é a amizade. Se hoje sou visto como uma pessoa de exemplo, deve-se ao fato da constituição de meu lar com a minha família e as amizades construtivas que os meus pais tiveram e dos conselhos recebidos pelos amigos ao longo da vida. Amigo é um adjetivo da escolha de querer o melhor para você em termos de conselho, aprendizado, exemplo de vida.

Eu indico o que é importante na vida quando relembro uma grande história que me fora contada algum tempo atrás, quando tinha 16 anos. Esta história retrata a diferença entre o sábio e o inteligente. Para todo mundo que conto esta história, eu digo que os meus pais foram sábios e inteligentes em alguma fase de sua vida. Hoje estou na etapa de ser o inteligente e pretendo que os meus filhos sejam sábios para entender. O Renato e meu pai são grandes sábios, pois criaram os filhos com grande senso político, social, espírito de doação, cultivação da família e valorização do trabalho. Fatores determinantes para uma sociedade justa e pluralista.

Para matar a curiosidade, a história é assim: existia um campo minado e duas pessoas iriam atravessar. Elas tinham que ter cuidado para não morrem. Uma era muito inteligente e a outra observadora, que todos a chamavam de sábio. O inteligente para atravessar o campo buscou todos os tipos de cálculos, variáveis e vetores e encontrou a saída. Atravessou com cuidado e saiu ileso do outro lado, sem ferimentos e com uma vontade enorme de continuar vivo. Sabem o que o sábio fez? Ele observou a inteligência e seguiu os seus passos. Observação é o cerne que nos mantém vivos. Eu aprendi a arte de observar em uma amizade rica e grandiosa como essa construída pelo meu pai e do carinhosamente chamado Tio Renato, que hoje me faz sentir saudade de grandes momentos que vivemos juntos.

Os seus filhos têm a minha idade e são grandes amigos. Garanto que a sede da justiça, da prosperidade, da luta pela conservação dos direitos, florida pelo grande ensinamento do Tio Renato e do meu pai, nascidos nos bancos da Universidade de Brasília (UnB), nas conquistas sociais que travaram juntos e na boa amizade que fizeram por mais de trinta anos, nunca serão esquecidos. São essas as palavras que fazem parte do meu luto e por saber que um grande amigo se foi, mas os seus ensinamentos serão preservados pelo resto de minha vida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O que mais revolta

O que me revolta é ver a defesa de modelos cruéis, que machucam e hostilizam o ser humano. Para piorar, existem núcleos de pessoas que se instalam em partidos políticos e defendem este tipo de ação. Pretendo atacar aqui as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e todos os tipos de políticas que sustentam este modelo e sua forma desumana de fazer política. Na América do Sul, esses canalhas são apoiados pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Acho inadmissível que pessoas de bem, que não tem noção do que defende esses tiranos, possa levantar bandeiras e aceitar um grupo que comete atrocidades contra vários seres humanos, dentre eles Ingrid Betancourt.

Tem horas que o sangue esquenta e me sinto revoltado por não poder fazer nada contra todo o tipo de ditadura. Vejam o que aconteceu na Coréia do Norte assim que a seleção foi desclassificada da Copa do Mundo deste ano – depois que o governo liberou a transmissão ao vivo da derrota para Portugal por 7 x 0 sem o pagamento a quem de direito, ou seja, a FIFA – o governo do ditador Kim Jong-il, que sucedeu seu pai e estão a 55 anos no poder, humilhou os jogadores em praça pública, incentivando a população a difamá-los e penalizou o técnico a serviços pesados pelo resto da vida, quanto o mundo todo sabia que a Coréia do Norte não faria nada na copa pelo baixo nível de investimento no esporte.

Cansa saber que ainda tem gente que defende este tipo de modelo. Comunismo não significa comunhão e sim desigualdade. Transferimos todas as nossas liberdades para algumas pessoas fazerem dos nossos direitos o que bem entenderem. A democracia não existe e o estado é quem regula todo o processo econômico, social e cultural. Perdemos a garantia das escolhas.

Indico aos meus leitores que sou democrático e aceito que questione os meus pensamentos. Mas, antes de qualquer análise, avalie todos os modelos socialistas e comunistas que tivemos no mundo e me indique um que foi um sucesso. Se achar, não deixe de registrar em cartório, porque este modelo será inédito e apago tudo que eu escrevi até agora.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Até Fidel Castro assumiu. A era comunista não serve mais!

O comunismo nunca foi e nunca será o melhor modelo de nação. O desenvolvimento nunca será atingido quando mantiver todo o poder somente nas mãos de um agente econômico, ou seja, o estado. Visto assim, todos irão falar que escrevo porque sou liberal e acredito em um mercado competitivo dinamizando a economia. Mas não, isto foi um reconhecimento do maior líder e defensor cubano do modelo comunista da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS. Eu falo de Fidel Castro e sua entrevista ao jornalista Jeffrey Goldberg da revista americana The Atlantic.

Por que no Brasil ainda teimamos com este assunto? Eu reflito direto quando vejo programas no horário eleitoral de partidos como PSTU, PCO, PCB e PSOL que defendem o comunismo como a melhor vertente social ante o liberalismo. O programa do PCB chegou a defender o modelo cubano, quando o líder maior reconhece seu fracasso.

Mas por que o modelo cubano foi considerado um fracasso por Fidel? Primeiramente ele reconheceu que não existe dinâmica econômica. Portanto, não existe democracia.

Como sabemos, os modelos clássicos de teoria econômica indicam que os agentes respondem a estímulos. Logo, se você estuda e não tem estímulo, qual foi a real necessidade de vossa capacitação? Pois bem, falam-se muito da saúde cubana, mas será que ela é melhor do que a saúde francesa? Acredito que não. Na França reconstituíram até rosto de pessoas que foram desfalecidas. Em Cuba eu vejo muita medicina preventiva. Não que seja ruim ter a prevenção, ela é a mais importante porque evita doenças mais preocupantes, mas será que na evolução médica os especialistas da área aprenderam a reconstituir um rosto humano totalmente esfacelado como na França? Este é um exemplo de que os agentes não evoluirão os estudos pela simples falta de incentivo.

Desta forma eu reporto ao que defendo na maioria de meus artigos. Abertura da economia é o principal cerne que deve se sobressair em que deseja desenvolvimento, progresso e crescimento econômico. As multinacionais não são um problema social e sim uma solução. Vi um dias desses no programa do PSTU o ataque frontal contra este modelo de abertura comercial incriminando a entrada de multinacionais no Brasil. Estes tipos de partidos falam que elevarão o emprego, mas não diz como.

Veja como é simples o modelo que defendo. No exemplo utilizarei as redes de hipermercados Wallmerk e Grupo Pão de Mel¹. As duas atuam no varejo alimentício e bens de consumos domésticos, mas a primeira é americana e a segunda nacional. Concorrentes entre si. Vamos ao exemplo: o Wallmerk abrirá lojas no Brasil, quem será contra e solicitará a proteção ao governo com a justificativa em defesa do mercado nacional será o grupo Pão de Mel. Mas quem perderá com esta solicitação? Todos, até o grupo Pão de Mel. E por que todos perderão? Por uma explicação simples. O grupo Pão de Mel quer monopolizar o mercado e desta forma controlar preço. Como sabemos, a oferta em um mercado monopolista é aquela que o custo marginal coincide com a curva de custo médio total, mas os preços nesta economia será a receita marginal, ou seja, o preço. Não se leva em conta a quantidade ofertada, o preço é determinado dentro do próprio monopólio. Diante disso temos uma concorrência imperfeita, já que ninguém conhece o real valor dos bens ofertados, gerando lucro apenas ao monopólio. Com a entrada do Wallmerk teremos a competitividade, já que as estratégias de mercado existirão. Os clientes melhoram suas escolhas e, assim, o grupo Pão de Mel aperfeiçoará seu portfólio com novas tecnologias melhorando o poder da marca. Desta forma, os agentes reconhecerão seu valor e aumentarão seu poder de mercado. Lembro que estou utilizando uma economia com dois agentes em um setor econômico. Portanto, quando existir abertura comercial, mais agentes atuarão, aprimorando a oferta econômica, reduzindo os preços e indo de encontro ao mercado de concorrência perfeita.


Logo, vejamos como o modelo cubano foi um fracasso considerado até pelo seu líder maior. Diante disso, impugnemos modelos defendidos por partidos como PCO, PSTU, PSOL e PCB porque eles não darão certo.

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¹Nomes fictícios que não fazem referência diretamente a nenhuma empresa ou decisão tomada pelos seus conselhos administrativos

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Serra e Dilma, a mesma moeda sendo lançada para cima!

O cargo mais cortejado por qualquer ser humano é o de Presidente da República ou outro com nomenclatura diferente, desde que esteja no mesmo nível ou mais avançado do estado. Imagine-se sendo idolatrado e todo um país sendo regido pela sua condução administrativa e gerencial? Todo o aparato estatal está sobre as diretrizes do chefe maior da nação. Realmente é um bom sonho e desejo para qualquer cidadão que se interessa pelo poder.

Desta forma, como um ativo que rende bons dividendos, todos serão seduzidos e desejarão ser o escolhido a possuir este bem. Só que todo bem de valor depende dos riscos e da escassez para se manter como sonho de desejo daqueles que se identificam com o poder.

Avaliando o tom da campanha que começa a ganhar corpo no PSDB, após despencar nas pesquisas eleitorais, verifica-se que os ataques contra o PT, sobre a quebra de sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao presidenciável José Serra, entra em um nível mais avançado. Afinal, será que o estado foi utilizado como gerador deste tipo de crime?

Não sei a resposta para o questionamento feito acima, mas avaliarei a questão pelo que conheço do Partido dos Trabalhadores – PT, dos candidatos a presidente e dos dossiês nas campanhas contra os algozes. Não estou julgando os culpados, para isto existe a justiça. Analisarei apenas a natureza dos protagonistas desta rivalidade.

Eu tratei acima da sedução que o poder gera. Sendo assim, não é diferente para o candidato José Serra se ver na posição de ser o próximo Presidente do Brasil, já que ele concorre ao cargo e o poder lhe chama, influi e conduz a sermos o que realmente não somos até formos possuídos pelas suas entranhas e consumidos como num passe de mágica e nos tornamos o novo líder de uma nação. Não é diferente para a Dilma Rousseff, nem para Marina e pro Plínio, estendendo este desejo aos outros cinco candidatos.

Após esta explanação o que posso concluir é: o PT tem em seu quadro pessoas que agem por impulso e paixão de momento, pois já presenciei em eleições de 2006, um dos postulantes ao cargo hoje de 1º suplente de senador na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz a realizar um ato público contra a campanha do então candidato a presidente Geraldo Alckmin, quando este aumentou os ataques contra o Presidente Lula (na época concorrente a reeleição) e a revista Veja publicava em suas edições semanais algo negativo que ocorria no governo. Este postulante sugeriu então queimá-las em praça pública e chamar a imprensa para ver esta cena e propagar esta insanidade. Uma pessoa da executiva do partido e que, na época, era voz ativa na campanha presidencial. Outra cena foi quando presenciei militantes desejando quebrar o patrimônio público dos ministérios quando realizavam greves quando uma parte dos servidores, não filiados ao sindicato, não compartilhavam dos interesses do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEF).

Mas não existe uma moeda só com cara. Do outro lado tem a coroa. Desta forma, a coroa é o partido do Sr. José Serra. Perceba leitor e me diga: qual campanha você viu que o Serra é ou foi participante que não tenha algum escândalo deste tipo? Os aloprados, o marido de Rosana Sarney envolvido em escândalos (novidade!), manipulação de informações contra Ciro Gomes, etc. Não creio na santidade de ninguém. Nem por parte do PT, que hoje é vinculado a políticos atrasados (Sarney, Collor, Renan Calheiros, Michel Temer, José Dirceu, Jáder Barbalho e companhias) e nem ao PSDB que tem como aliados o Democratas, antigo PFL, de Jorge Bornhausen, família Maia, Arruda, Paulo Octávio,..., além do Roberto Jefferson na coligação.

A campanha do candidato à presidência José Serra age no desespero quando confrontado e parte para baixaria eleitoral, quando aumenta os ataques sem uma comprovação jurídica dos responsáveis. O partido dele deseja que a justiça rejeite a candidatura de Dilma Rousseff e ganhe as eleições no tapetão. Acredito que o próximo Presidente deva ganhar as eleições no escrutínio universal, como vistas a mantermos o direito constitucional da população de bem escolher o seu próximo representante. O ato do PSDB em buscar a impugnação da candidatura de Dilma Rousseff sem a comprovação de fato sobre os responsáveis diretos pela quebra dos sigilos fiscais, que é um crime e os responsáveis deverão ser punidos, seja quem quer que seja, pois não defendo pessoas que utilizem deste artifício para colher informações de qualquer pessoa, não pode ser um atenuante para romper com a democracia tardiamente conquista pela nação brasileira.

O que vejo disto tudo é que de um lado quanto do outro querem levar o debate para o nível mais baixo da campanha, sem debater a essência do que realmente é necessário. De um lado a Dilma pede explicações e do outro o Serra ataca. Chega! Vamos debater propostas e deixar que a justiça cumpra o seu papel que é de revelar e punir os responsáveis por este crime bárbaro.

Como a moeda é um meio de troca, lançai-vos a moeda para cima, tendo de um lado a Dilma e do outro lado o Serra. Dois opositores que se dizem diferentes, mas trazem em suas campanhas atitudes iguais quanto o mesmo valor desta moeda. Quanto ela vale mesmo? Isto depende do eleitor.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Educação: um tema central

Parece-me nítido que o maior problema do Brasil seja a falta de educação. Não só a educação aprendida nas escolas, livros ou faculdades, mas a educação estrutural. O título deste artigo a coloca como um tema central e é nisso que quero tratar.

Educar é um ato simples. Todos os políticos a expõe de complexa solução, como na verdade é de fácil resolução. Uma forma de definir este impasse está na inovação e é nisso que vou explanar um pouco meu objetivo com este artigo.

Para as ciências econômicas, ou qualquer outra ciência, a resposta só existe depois da manipulação e análise dos dados empíricos. Para os que não sabem, os dados empíricos são àqueles que só os conhecemos na prática e ainda não foram definidos como ciências. Pois bem, não mensurarei os dados para tratar a ciência em si, mas embasarei minha tese nas hipóteses conhecidas.

Para justificar o que quero dizer, é só notar como os economistas (como eu) avaliam a curva de produção. Eles verificam que a produtividade marginal é decrescente ao longo tempo. Para isso, imagine uma fábrica de computadores, onde cada técnico consegue montar dois computadores ao mesmo tempo. Se tivermos 100 computadores para serem montados, necessitaríamos contratar 50 funcionários. Se aumentarmos a produção de computadores e passássemos a montar 150, precisaríamos então de 75 funcionários. Ou seja, o produto marginal deste acréscimo no produto será de 25 novos funcionários. Mas, se quisermos que os técnicos aumentem a produtividade valorizando-os, cobra-se que eles montem um computador a mais do que eles fazem no momento, ou seja, três computadores por técnico. Desta forma, o que os empresários farão é ofertar treinamento. Sendo assim, eles estarão ofertando mais educação. Então os técnicos passarão a montar os mesmos 150 computadores, já que cada um produzirá um computador a mais do que antes, sem a necessidade de novas contratações. Diante deste cenário, os técnicos serão mais valorizados e motivados a produzir, pois estão mais capacitados e os salários mais elevados. Os empresários também ganham com esta iniciativa, já que a folha de pagamento, que no princípio deveria aumentar com os salários dos 25 novos funcionários, não elevará tão elasticamente porque terão custos com os acréscimos nos salários e não com os salários inteiros, demandando mais atividades a estes funcionários.

Este foi um exemplo de externalidade positiva gerada pela educação. Não precisou de um modelo tão complexo para explicar sua importância. Mas o que falta para termos níveis aceitáveis em investimentos educacionais? Para mim existem três explicações, que são: i) a vontade do funcionário em se capacitar para melhorar de vida e buscar um melhor rumo; ii) o interesse empresarial em ganhar retorno financeiro ao investir no funcionário, como nas palavras de Milton Friedman, não existe almoço grátis; e iii) por último, que o governo entre para conciliar os interesses empresariais e individuais dos colaboradores que pretendem se capacitar. Vejam que a minha lógica neste artigo é atribuída ao mercado de trabalho, com a finalidade do mercado alocar um funcionário mais capacitado, o que daria a justificativa de ampliarmos o nível de investimento educacional. Não vejo outra forma de alocarmos melhores estudos.

Os políticos prometem uma melhor estrutura educacional porque não fazem o dever de casa. Na parte distributiva, que é dever do estado, eles deveriam reduzir carga tributária, aumentar o nível de competitividade da economia, com uma maior abertura comercial, e estruturar um modelo educação focado na linha do mercado, para que o mesmo aloque os futuros técnicos que fomentarão o crescimento econômico sustentável. Hoje vemos o contrário, os técnicos estão sendo alocados pelo estado, reduzindo o nível de capacidade produtiva da economia brasileira, já que em vez de gerarmos novas tecnologias, estaremos gerando mais burocracia.

O Brasil está com crescimento no Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas não tem uma lógica estrutural que aloque funcionários capacitados em áreas estratégicas e com formação suficiente para cultivar novos negócios.

Se continuarmos assim, aumentaremos ainda mais o nível de endividamento do estado, devido ao seu tamanho e o manteremos como fonte geradora de empregos, principalmente em Brasília, onde todos querem ser servidores públicos devido aos altos salários prometidos em detrimento do setor produtivo, que não consegue concorrer devido à alta carga tributária.

Por que tendemos a complexar uma lógica que era tão simples? Para isso, votemos em políticos que notem na iniciativa privada uma parceira e a sociedade colherá com isso um maior nível de investimento educacional e, consequentemente, maiores salários serão gerados nessa economia.