quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Por que preferimos os controladores do quê os pensadores livres?

Ultimamente conversando com algumas pessoas próximas, eu percebi o ceticismo que existe em relação ao pensamento livre. Isto vem de nossa formação cultural.

O brasileiro, em sua maioria, é constituído de cristãos (herança da coroa portuguesa) e de formação de esquerda, devido o erro de um longo período de ditadura militar. Esta combinação faz com que aceitemos que a melhor forma de estado e de vida vem de uma espécie de controle, seja ele espiritual ou social.

Nunca assumimos nossos erros! Quando isso ocorre, sempre tem alguém para dizer que é obra de Deus nos ensinando a sermos mais humildes ou qualquer coisa do tipo. Vivemos nossas vidas nos baseando em fantasmas. Quantas pessoas acreditam até hoje nos ideiais marxistas, por mais que a história revele a falta de lógica em seus estudos.

Tudo na vida vem das escolhas do presente. Se achar que seu emprego não é bom, por que não pede demissão? Se o seu casamento é infeliz porque seu marido ou esposa não lhe dá o devido valor ou vive lhe traindo, por que continuar o compromisso?

Você tem o direito de optar por A se ele for melhor do que B e vice versa. Mas, para isto existir, você deve viver socialmente e espiritualmente livre. Liberdade não é sinônimo de fazer qualquer coisa por fazer, mas no que a ética da pessoa livre condiz que é a virtude.

Virtude é viver a sua vida e respeitar a vida dos outros. As pessoas lhe procuraram para se sentirem mais felizes naquilo que você pode oferecer a elas. Você as procura por saber que elas suprimem algo que você necessita. Somos feitos de trocas mútuas. Não somos exclusivos em tudo e oferecemos aquilo que temos de melhor e demandamos aquilo que as pessoas podem nos oferecer.

A ética livre está inclusa em todas as suas escolhas. Do seu ato sexual com a pessoa escolhida ao emprego que você optou para passar a maior parte de seu tempo. Ninguém pode controlar o seu sentimento de prazer, porque o seu objetivo é a felicidade.

Eu não entendo o porquê é tão difícil as pessoas almejarem a felicidade com base no pensamento e ideiais livres? Por que tantas dúvidas quanto você ser livre e ter o poder de decisão é o melhor instrumento para viver sua vida com mais tranqüilidade e harmonia?

Quando eu descobri os ideiais liberais eu percebi que o mundo está invertido. Os liberais são condenados e os controladores ovacionados. As pessoas estão buscando mais ferramentas de controles do que objetivos livres em suas vidas. Por quê?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Exemplo de lei que empobrece a população

Uma lei estadual foi aprovada no estado do Mato Grosso do Sul em 2009 obrigando as operadoras de telefonia a darem desconto de 50% na conta dos cidadãos portadores de distúrbios na fluência e temporalização da fala, ou seja, pessoas “gagas”.

Este tipo de lei já nasce com vários problemas operacionais. Primeiro que, a comprovação da “gagueira” do cidadão tem que ser homologada por laudo de um fonoaudiólogo. Indo de acordo com a razão, o fonoaudiólogo é um agente racional e poderá emitir um laudo na medida em que receber uma boa compensação financeira. Logo, se o serviço for bem pago, porque não emitir um atestado positivo?

Segundo: como os burocratas do estado vão fiscalizar todas as contas de telefones dos “gagos” do estado? Se o cidadão tiver vários aparelhos de operadoras diferentes, isso gera um enorme problema operacional no processo de fiscalização estatal.

Terceiro: este tipo de lei incentiva os “gagos” a elevarem o seu consumo em ligações, demandando mais investimento das operadoras de telefonia.

Posso detalhar outros problemas operacionais, porque essa autonomia partiu de um processo de cima para baixo, mas vou tecer algumas análises econômicas que expõem que essa intervenção gera grande desequilíbrio econômico, principalmente entre os cidadãos mais pobres do estado e acredito que outros estados também pagarão a conta dessa interferência na ordem natural das coisas.

Para compreender melhor o parágrafo anterior, o meu amigo leitor deve perceber como se forma o preço do serviço oferecido pela operadora. Ele é calculado com base em uma planilha de custos (insumos, mão de obra, fornecedores, etc.) mais impostos e expectativa de lucro, sendo este último a remuneração do capital investido e gerador da poupança que capitalizará os empreendimentos futuro.

Se quebrarmos essa lógica, o custo do serviço não é pago, já que metade do que foi planejamento é interrompido por uma lei enviesada.

Como resolver este problema? Elevando o preço do serviço às pessoas que estão à margem da lei, ou seja, o cidadão “não gago”. Ele será o vilão da história. Fora que as empresas que operam no Brasil são multinacionais presentes com suas coberturas na maioria do território nacional. Para não ficar pesado e ter uma fuga em massa dos cidadãos do Mato Grosso do Sul no cancelamento de suas assinaturas de telefone, eu, aqui em Brasília, pagarei a conta por uma lei errada criada em outra unidade federativa. Isto é muito parecido com a teoria do caos!

Enquanto mantermos demagogos para cuidar de nossas ovelhas, ficaremos mais pobres com o passar dos ventos. Benesses demais geram mais desequilíbrios e perca de bem-estar do que se estivéssemos no estágio natural das coisas, por mais problemas que possam existir.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Onde o corte orçamentário nos afetará?

Texto enviado pelo meu amigo economista e servidor do Ministério do Meio Ambiente, Edvaldo Frazão

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Foi divulgado na última quarta-feira (15/02/2012) pelo Governo o corte de R$ 55 bilhões nas despesas orçadas para 2012. A maior parcela da remoção desses recursos foi na área de saúde e educação que, juntas, representaram uma perda de R$ 7,4 bilhões, sendo que 74% desse corte têm como destino à área da saúde.

Eu particularmente vejo isso com tristeza e bastante demagógica por parte da equipe econômica do governo, já que frustrou a expectativa da maioria dos analistas (no qual eu me encaixo) que se eliminassem gastos de custeio que mantém a máquina estatal funcionando. Apenas R$ 10 bilhões do montante total, ou 18,2%, tiveram como premissa básica esse destino.

Este motivo confirma, mais uma vez, a determinação do governo de manter a máquina burocrática grande e ineficiente. Uma administração com 38 ministérios serve apenas para criar cargos para uso político, eliminando nossas expectativas de ingresso na modernidade.

Distanciaremo-nos do desenvolvimento com o corte no orçamento da educação e saúde, pois, sabe-se que os estudantes brasileiros têm baixos níveis educacionais quando confrontado com resultados de outros estudantes espalhados pelo mundo. Esta realidade no nível da educação de nossos jovens chega a constranger, já que existem dois brasis distintos separados pelos estudantes do ensino privado e do outro lado os do ensino público.

Logo, esta política só aumenta o diferencial cultural dos pobres em relação aos ricos do Brasil. Na atualidade, neste mundo globalizado e competitivo, a educação de qualidade constitui a moeda mais valiosa que circula pelos cinco continentes.

A baixa estrutura educacional barra o acesso dos mais jovens ao mercado de trabalho e a oferta de empregos de boa remuneração, frustrando o sonho de vários jovens.

Com a saúde não há diferença. O corte nesta área deixará a saúde pública sangrando por falta de recursos e permanecerá com a baixa oferta de serviços, tanto de baixa quanto de alta complexidade.

Em meados de 2011 se falava na criação da CPMF para fortalecer o orçamento deste setor. Agora foi tomada a medida de bloquear quase R$ 5,5 bilhões. Com isso só nos restas esperar que os governantes entendam que o corte trará custos, tanto políticas, quanto populares, e façam o dever cívico que é: alocar melhor os recursos para elevar o bem-estar social.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Parece premonição

Matéria de capa hoje do Valor Econômico: Inadimplência reduz o lucro de grandes bancos. Parece que eu acertei no artigo anterior. A matéria revela que o grau de endividamento do povo brasileiro está insustentável. Logo, Presidenta Dilma leia a carta do João Brasileiro com mais carinho.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carta à Presidenta Dilma


Esta carta é uma obra minha e o personagem apresentado no texto é fictício. Não é dirigida a ninguém e serve apenas de um exemplo para mostrar como está a condução da política econômica promovida pelo governo federal desde os tempos do ex-presidente Lula.

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Presidenta Dilma, perdoe a minha intromissão na condução da política econômica brasileira, já que não sei muito de conceitos técnicos, mas, como um brasileiro, eu notei no bolso como as ações de sua equipe econômica interferem no meu dia a dia.

Eu sou um cara compulsivo e estava aprendendo a fazer poupança, depois de viver a triste realidade da era perdida (década de 80). Só que minha situação financeira começou a ficar difícil e serei o mais breve possível para não tomar o seu valioso tempo.

Ao final do ano passado os seus ministros me falaram para consumir, pois o consumo gira a roda da economia. Foi o que fiz! Comprei no crediário em parcelas a perder de vistas e meu fluxo de caixa foi sendo enxuto e hoje não tenho dinheiro para comprar pão no final do mês. Comprei carro 1.0 do ano, geladeira, fogão, televisão, etc. Mobiliei meu apartamento novo, que adquiri no programa Minha Casa, Minha Vida com as isenções fiscais sugeridas por sua equipe.

Hoje meu telefone não pára de tocar. O pessoal do banco me disse que estou com minha fatura do cartão de crédito atrasada em mais de 60 dias. A financeira que aprovou meu crédito, sem mistério nenhum para um homem de 50 anos, mecânico de profissão, renda de R$ 1.200,00 por mês, quatro filhos, dois adolescentes e duas crianças, e uma esposa de 46 anos que trabalha como diarista ganhando R$ 600 por mês, me cobrou as quatro parcelas que estão em atraso da compra de meu sonhado carro 1.0, sem ar condicionado e trio elétrico, que financiei em 72 vezes.

O pessoal da operadora de telefone me disse que cortará o telefone em breve, pois estou há dois meses com as contas em aberto. Em relação a minha casa, já recebi um ultimato da Caixa se eu não pagar os seis meses que devo e ela será confiscada e vendida nos feirões que o banco promove. O que posso fazer nesta situação?

Quando eu não tinha nenhum incentivo do governo, eu vivia mais feliz. Pobre mais feliz! E agora? A cada dia que passa em minha vida eu percebo que pago mais impostos e que entrou dois a mais em minha cesta: IPTU e IPVA.

Ontem eu passava por uma rua movimentada de minha cidade e vi que o governo local dá incentivos fiscais na compra de um carro novo. Em resumo, IPVA pago quem comprar modelo 1.0 fabricado em 2012.

Fiquei pensando comigo mesmo. Vou vender o ágio de meu carro e voltar a andar de ônibus, mas quando vi a reportagem em um telejornal que até os ônibus estão com os pneus carecas, velho e que tem até baratas e o metroviários vivem realizando greves, eu raciocinei: vou ficar com meu carro até o banco me tomar. Qualquer coisa eu pego um consignado, já que sou motorista do governo e servidor público federal, e pagarei as minhas dívidas atuais. Os juros estão caindo e o crédito está farto!

Agora, vou lhe contar um segredo Presidenta! Eu era mais feliz quando vivia com a renda que eu ganhava e só gastava o que eu podia. O aluguel era pago, só prometia aos meus filhos o que eu podia dar e, tanto eu quanto minha esposa, dormíamos melhor e não existia tantas brigas devido a falta de dinheiro. Fora que hoje em dia já chego estressado e atrasado ao serviço por causa dos grandes engarrafamentos que vemos nas principais vias das metrópoles brasileiras.

Atenciosamente,
João de Deus, um brasileiro indignado

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Por que existe a depressão?


Viver em depressão é para muitos um mal em si mesmo. Principalmente quando se trata da questão econômica de um país. Mas, por que ela existe? Talvez fossemos mais felizes se não soubéssemos de sua existência ou, principalmente, de seu estado natural que nos provoca tanta dor.

Tentarei responder a pergunta baseado em uma filosofia que carrego comigo: que mudanças são necessárias para corrigirmos defeitos e melhorarmos a qualidade. Utilizarei do exemplo de uma árvore frutífera para ficar mais fácil a explicação.

Imagine uma macieira carregada de maças. A árvore fica tão bonita que se torna atração turística, com muitas pessoas tirando foto, mas o propósito da macieira é ofertar maças e as pessoas estão entretidas com sua beleza e se esquecem do principal: a troca voluntária, ou seja, as pessoas demandam a maça para sua dieta e a função da macieira é ofertar o produto de seu trabalho.

Pois bem. Ao passo que a macieira perde sua obrigação de ser, as maças apodrecem, deixando a estrutura da árvore minguando aos poucos e a impedindo de se desenvolver. Neste exato momento a macieira vive uma depressão. Suas ramificações, que deveriam ser podadas, prejudicam o seu desenvolvimento sustentável.

Logo, a depressão é conseqüência de um excesso cometido no passado que se transforma em um grande problema presente. No caso da macieira, a receita é podar as ramificações pobres para tentar salvá-la de problemas maiores.

Quando se trata de economia, a depressão é o excesso de gastos desmedidos em períodos anteriores e o custo é apresentado no presente. Não existem escolhas sem custos, mas a economia ensina que o melhor caminho é o que se busca a minimização dos custos e maximização dos lucros.

A depressão é um fator importante a ser considerado. Sem ela não existiriam fantásticas músicas que descrevem o amor, assim como não nasceriam lideres importantes para a humanidade, como: Steve Jobs, Mahatma Gandhi, dentre outros.

Então, antes de condenarmos a depressão, pense nos excessos cometidos no presente para que não se tornem problemas futuros. Se isso acontecer, faça uma meditação e busque respostas internas para encontrar a saída que somente você e mais ninguém deverá imprimir.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Miopia governamental


O jornal Valor Econômico informou hoje em sua versão impressa que está faltando geladeiras nos estoques devido à redução do IPI. O que isto significa? Novamente mais uma estratégia equivocada dos economistas do governo. Contra fatos não há argumentos. Vamos a eles então.

Quando você dá um incentivo fiscal para determinado setor, você desloca os recursos que seriam destinados a outros segmentos com a promessa de “aquecer” a economia em determinada matriz econômica motivado pela sua cadeia produtiva. Este é o maior erro de cálculo econômico que um profissional da área pode cometer, mas como todos são keynesianos, esses erros são recorrentes.

Para ilustrar melhor esta afirmação, vamos imaginar o seguinte: você tem R$ 400,00 que você economizou de três meses de trabalho. Este recurso foi planejamento para compra de uma bicicleta nova para seu filho, que tanto lhe pediu. Só que um malandro qualquer bateu em seu carro e fugiu. Seu carro não possui uma apólice de seguro e você necessita dele para trabalhar. Foi ao mecânico e este lhe diz: o conserto ficará em R$ 400,00.

Agora imagine o seu amigo, que não sabe de seu planejamento, mas notou que você guardava dinheiro em sua gaveta. Então, ele olha para você e fala: Graças! Dinheiro foi feito para gastar. Fica guardando dinheiro, Deus castiga. Agora a economia vai respirar melhor, já que você pagará por um serviço e promoverá a fantástica mágica do desenvolvimento econômico... Após ele dizer tudo isto, o que você fará com ele? Falar palavras impublicáveis será o mínimo.

É isso o que acontece quando o governo estimula um setor em detrimento dos demais. A baixa poupança doméstica faz com que você resgate seus recursos para investir naquilo que não fora planejado. Como no exemplo, seu amigo se esqueceu que o dinheiro indo para a loja de bicicleta faria a economia desenvolver do mesmo jeito que foi para o mecânico, mas por outros meios que a maioria dos economistas do governo “ignora” devido ao forte lobby de alguns segmentos econômicos.

O que aconteceu para acabar com as geladeiras? Incentivos errados do governo para enriquecer algumas poucas empresas em detrimento do consumidor. A teoria economia revela que: baixa oferta eleva-se o preço de mercado. Sem IPI os preços das geladeiras subirão e com a volta dele mais ainda. Inflação na certa!

Se não existissem incentivos fiscais para alguns segmentos, a economia de mercado agiria nas escolhas dos consumidores orientando como deve ser o ordenamento econômico de equilíbrio.

É bem provável vir algum dia um bacana economista keynesiano a falar que a tragédia da queda dos edifícios no Rio de Janeiro elevou o PIB estadual com a construção de novos prédios no local. Cabe a este tipo de ignorância o mesmo grau de xingamento que foi tratado em meu exemplo. Você decide o que falar!