quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Serra e Dilma, a mesma moeda sendo lançada para cima!

O cargo mais cortejado por qualquer ser humano é o de Presidente da República ou outro com nomenclatura diferente, desde que esteja no mesmo nível ou mais avançado do estado. Imagine-se sendo idolatrado e todo um país sendo regido pela sua condução administrativa e gerencial? Todo o aparato estatal está sobre as diretrizes do chefe maior da nação. Realmente é um bom sonho e desejo para qualquer cidadão que se interessa pelo poder.

Desta forma, como um ativo que rende bons dividendos, todos serão seduzidos e desejarão ser o escolhido a possuir este bem. Só que todo bem de valor depende dos riscos e da escassez para se manter como sonho de desejo daqueles que se identificam com o poder.

Avaliando o tom da campanha que começa a ganhar corpo no PSDB, após despencar nas pesquisas eleitorais, verifica-se que os ataques contra o PT, sobre a quebra de sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao presidenciável José Serra, entra em um nível mais avançado. Afinal, será que o estado foi utilizado como gerador deste tipo de crime?

Não sei a resposta para o questionamento feito acima, mas avaliarei a questão pelo que conheço do Partido dos Trabalhadores – PT, dos candidatos a presidente e dos dossiês nas campanhas contra os algozes. Não estou julgando os culpados, para isto existe a justiça. Analisarei apenas a natureza dos protagonistas desta rivalidade.

Eu tratei acima da sedução que o poder gera. Sendo assim, não é diferente para o candidato José Serra se ver na posição de ser o próximo Presidente do Brasil, já que ele concorre ao cargo e o poder lhe chama, influi e conduz a sermos o que realmente não somos até formos possuídos pelas suas entranhas e consumidos como num passe de mágica e nos tornamos o novo líder de uma nação. Não é diferente para a Dilma Rousseff, nem para Marina e pro Plínio, estendendo este desejo aos outros cinco candidatos.

Após esta explanação o que posso concluir é: o PT tem em seu quadro pessoas que agem por impulso e paixão de momento, pois já presenciei em eleições de 2006, um dos postulantes ao cargo hoje de 1º suplente de senador na chapa encabeçada por Agnelo Queiroz a realizar um ato público contra a campanha do então candidato a presidente Geraldo Alckmin, quando este aumentou os ataques contra o Presidente Lula (na época concorrente a reeleição) e a revista Veja publicava em suas edições semanais algo negativo que ocorria no governo. Este postulante sugeriu então queimá-las em praça pública e chamar a imprensa para ver esta cena e propagar esta insanidade. Uma pessoa da executiva do partido e que, na época, era voz ativa na campanha presidencial. Outra cena foi quando presenciei militantes desejando quebrar o patrimônio público dos ministérios quando realizavam greves quando uma parte dos servidores, não filiados ao sindicato, não compartilhavam dos interesses do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEF).

Mas não existe uma moeda só com cara. Do outro lado tem a coroa. Desta forma, a coroa é o partido do Sr. José Serra. Perceba leitor e me diga: qual campanha você viu que o Serra é ou foi participante que não tenha algum escândalo deste tipo? Os aloprados, o marido de Rosana Sarney envolvido em escândalos (novidade!), manipulação de informações contra Ciro Gomes, etc. Não creio na santidade de ninguém. Nem por parte do PT, que hoje é vinculado a políticos atrasados (Sarney, Collor, Renan Calheiros, Michel Temer, José Dirceu, Jáder Barbalho e companhias) e nem ao PSDB que tem como aliados o Democratas, antigo PFL, de Jorge Bornhausen, família Maia, Arruda, Paulo Octávio,..., além do Roberto Jefferson na coligação.

A campanha do candidato à presidência José Serra age no desespero quando confrontado e parte para baixaria eleitoral, quando aumenta os ataques sem uma comprovação jurídica dos responsáveis. O partido dele deseja que a justiça rejeite a candidatura de Dilma Rousseff e ganhe as eleições no tapetão. Acredito que o próximo Presidente deva ganhar as eleições no escrutínio universal, como vistas a mantermos o direito constitucional da população de bem escolher o seu próximo representante. O ato do PSDB em buscar a impugnação da candidatura de Dilma Rousseff sem a comprovação de fato sobre os responsáveis diretos pela quebra dos sigilos fiscais, que é um crime e os responsáveis deverão ser punidos, seja quem quer que seja, pois não defendo pessoas que utilizem deste artifício para colher informações de qualquer pessoa, não pode ser um atenuante para romper com a democracia tardiamente conquista pela nação brasileira.

O que vejo disto tudo é que de um lado quanto do outro querem levar o debate para o nível mais baixo da campanha, sem debater a essência do que realmente é necessário. De um lado a Dilma pede explicações e do outro o Serra ataca. Chega! Vamos debater propostas e deixar que a justiça cumpra o seu papel que é de revelar e punir os responsáveis por este crime bárbaro.

Como a moeda é um meio de troca, lançai-vos a moeda para cima, tendo de um lado a Dilma e do outro lado o Serra. Dois opositores que se dizem diferentes, mas trazem em suas campanhas atitudes iguais quanto o mesmo valor desta moeda. Quanto ela vale mesmo? Isto depende do eleitor.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sergio,

O candidato Serra tá surtando!!!

Serra adota tom mais agressivo na economia (Valor Econômico, 08/09/2010)

Só um trecho da pérola:

"...Para o candidato, o Brasil está em franco processo de desindustrialização devido ao câmbio sobrevalorizado, que estimula a expansão das importações de bens industrializados para sustentar a demanda interna."

Kkkkkk!!!!

E aí tem como votar num cara desses?

Sérgio Ricardo disse...

Não mesmo. Por isso faço campanha contra. No momento estou com a Marina por falta de opção. A minha rejeição é de 100% para o Serra. Meu voto ele não leva.

Eu li esta matéria ontem e comprovou o que eu já sabia. O pessoal da FIESP está ficando mais pobre devido à concorrência externa e quer controlar câmbio. Como, para eles, câmbio flutuante não é "democrático" porque regula a entrada e saída de divisas, com as reservas que temos controlar câmbio é a melhor maneira de enriquecer pilantras.

Como diz o professor Marco Aurélio: isso é um procedimento de pilhagem.

Abraço e obrigado pelo post.
Sérgio Ricardo