quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Serra ainda não mostrou o que quer fazer quando presidente


O candidato à presidência da república pelo PSDB, José Serra, ainda não mostrou o que veio fazer na campanha para ser combativo contra a também candidata a chefe do executivo nacional e da situação, Dilma Rouseff.

Lendo matéria vinculada no portal do Correio Braziliense desta quinta-feira e ouvindo o horário eleitoral transmitido na rádio, percebe-se claramente que ele não tem um projeto definido para combater a candidata do governo.

Para apimentar o debate, faço algumas considerações que poderiam ser levadas pelo então candidato e exigir melhores esclarecimentos do governo para assuntos que são estratégicos nacionalmente.

Faço algumas análises que vão de encontro ao que pretendo com este artigo:

a) Reduzir gastos correntes do governo: um bom governante tem que ter austeridade e responsabilidade com os gastos correntes praticados pelo governo. Atualmente temos um largo aumento de recursos públicos para manter a máquina pública funcionando, com a contratação de novos funcionários em níveis auxiliares comuns, que em meu ver poderiam ser terceirizados, aumento de cargos comissionados para aparelhar o estado com pessoas sem qualificação técnica, mas que tem apadrinhados políticos, e descompasso entre recursos para custeio em detrimento de gastos com investimento.

Resumindo: elevar o nível de superávit primário com a redução de gastos correntes com vistas ao equilíbrio orçamentário.

b) Reduzir a quantidade de ministérios: atualmente temos 39 ministérios (considerando no cálculo as secretárias com status de ministério) e o candidato afirma em criar um ministério da segurança, mas não diz o que irá reduzir ou onerar ainda mais os cidadãos com pagamento de impostos para manter o novo ministério. Como por exemplo, eu indicaria a colisão dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento com a Secretária de Aquicultura e Pesca, Reforma Agrária e Meio Ambiente, agregando todas as suas autarquias, em um formato parecido como ocorre nos Estados Unidos em que as temáticas ministeriais são tratadas em secretárias. Daí, reduziríamos gastos públicos e melhoraríamos a estratégia ao unir pontos convergentes, que aumenta a tensão por manter pessoas divergentes em cada campo estratégico reduzindo o grau de eficiência econômica. Dessa forma, eu agregaria os quatro ministérios em apenas um com um nome do tipo Ministério de Políticas Alimentares e Biodiversidades.

c) Ser mais específico quando tratar de temas que podem impactar no grau de investimento privado do país ao sinalizar que deve intervir no mercado para controlar o câmbio. Um câmbio valorizado não é sinal de má eficiência econômica, já que os negócios das empresas aumentam com a importação de máquinas e equipamentos, mas não perdendo o foco de uma política industrial que valorize as empresas domésticas, intensificando as medidas antidumping com qual encaramos atualmente com a entrada de produtos chineses.

d) Diminuir a burocracia estatal para facilitar a entrada de novos negócios e novos empreendedores no mercado, reduzindo assim a informalidade laboral, aumentando a quantidade de pessoas asseguradas pela previdência social com aumento de receitas tributárias para garantir a eficiência e eficácia dos serviços públicos prestados pelo estado e, com isso, trabalhar em uma reforma tributária robusta que desonere produtos essenciais para economia e amplia o ganho real do trabalhador que influenciará o consumo e o crescimento econômico, já que as empresas desenvolverão novas tecnologias para garantir a oferta de produtos em uma demanda cada vez mais aquecida em uma estrutura sustentável, sem aumentar o nível de endividamento das famílias.

São estas algumas das ideias que eu espero que um presidente possa apresentar para sua população com garantias reais de conquistas e não um candidato que esconde o que pretende, não é específico e não tem discurso para apresentar uma nova proposta que revele garantias reais em educação, desenvolvimento e sustentabilidade.

Quem não vota na Dilma espera de um candidato opositor a garantia que as diferenças existem e que um projeto seja-lhe apresentado e não uma cartilha fina sem profundidade de discutir as mudanças alternativas.

5 comentários:

Anônimo disse...

Finalmente eu consegui postar. Tinha parado de postar no blog do serjão porque não conseguia postar como anônimo mas agora você corrigiu o problema. Quanto ao artigo, a propria campanha do candidato da oposição se mostra dividia, desde a escolha do vice-presidente. O PSDB queria uma chapa "puro sangue" enquanto seu eterno aliado, o Democratas, não abria mão de indicar um candidato a vice-presidente, ameaçando até a estabilidade da aliança. A campanha dele ainda não me convenceu. Fala-se muito em saúde que, com toda certeza, é um dos maiores problemas do país mas não é o único. Acho que um presidente deva dar atenção a todos os problemas do país. Concordo com o amigo que deva ter uma diminuição da carga tributária que aumente o poder de compra do trabalhador. Ano passado estive nos Estados Unidos e percebi porque eles são tão consumistas: lá paga-se um único imposto sobre o que você está comprando e vem destacado na nota fiscal quanto de imposto você pagou. Isso barateia muito os produtos, incentivando você a comprar sempre mais e com isso o governo está sempre arrecadando e o capital girando e movimentando a economia. Fiquei abismado quando vi que com pouco mais de 24 mil reais você pode comprar um Toyota Corolla com câmbio automático, 0km, enquanto aqui mal dá para comprar um popular todo depenado. É preciso que se reveja essa alta carga tributária que nós pagamos e que não é revertida em melhorias para a população.

Sérgio Ricardo disse...

Concordo contigo Léo. Ele está com uma estratégia parecida com a do Cristovam Buarque nas eleições de 2006 que somente citava o problema da educação. Parece-me que ele tem receito de se apresentar como aliado do FHC e mantém certo distanciamento para "vender" ao povo a amizade institucional que ele tem com o presidente Lula. A única referência que ele faz do Fernando Henrique é apresentando a ação que ele teve como Ministro da Saúde. Vou lhe confessar que nessas eleições está difícil encontrar uma liderança que faça valer o voto. Não vejo ninguém com o potencial de estadista para realmente elevar o Brasil ao desenvolvimento. Estamos com dois grandes eventos nos próximos anos que são as olimpíadas e a copa do mundo e não temos nenhum candidato discutindo qual será o verdadeiro planejamento para alocar os recursos privados que aportarão no Brasil (remetidos pelo mundo) para empregar nos projetos básicos que garantirão um excelente espetáculo.

André Luiz disse...

A Oposição perdeu o rumo. Querem ser situação na oposição e não sabem ser oposição na situação. É o samba de crioulo doido.... Em uma favela de mentira, como a favela do programa do Serra...

André Luiz disse...

o Serra colocou o Lula no Programa dele....

Sérgio Ricardo disse...

Concordo contigo, meu irmão. O Serra está perdindo na campanha e utiliza o Lula para fixar na cabeça que ele é próximo ao presidente.

Obrigado pelo post e indique mais comentários.

Abraço!